Cultura

Da morte de Zumbi à conquista do feriado nacional, Novembro Negro começa neste domingo

Mês celebra a história, a cultura e a luta da população negra, reforçando a importância da memória de Zumbi dos Palmares e da resistência contra o racismo no Brasil.
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Vinícius

Redator

Nacional

Em 1695, mataram Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, na esperança de acabar também com a resistência dos negros contra um dos maiores crimes da humanidade, os séculos de escravidão. Mas, na verdade, tornaram imortal um dos maiores símbolos do movimento negro no Brasil. É em memória dessa resistência que começa hoje o Novembro Negro, mês dedicado à valorização da história, da cultura e da luta da população negra.
A escolha do 20 de novembro como Dia da Consciência Negra começou em 1971, durante a ditadura militar. Na época, um grupo de ativistas negros de Porto Alegre, chamado Grupo Palmares, propôs a data para lembrar a morte de Zumbi e destacar a resistência negra, em vez de celebrar o 13 de maio, dia da assinatura da Lei Áurea. Em 1978, o Movimento Negro Unificado ajudou a levar a data para todo o país.

Desde então, o Novembro Negro se tornou um período importante para ampliar as discussões sobre racismo e cobrar mudanças na sociedade. A mobilização ajudou a fortalecer o movimento negro e a dar visibilidade a pautas como as cotas raciais, o ensino da história afro-brasileira nas escolas e o reconhecimento do 20 de novembro como feriado nacional, oficializado em 2023.
Em 2026, o Novembro Negro terá atividades em diferentes regiões do país. Na Bahia, a programação inclui o Concerto Revolta dos Malês, no dia 5 de novembro, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. No Ceará, a Universidade Federal do Ceará (UFC) promove 67 atividades entre 1 e 24 de novembro, com palestras, oficinas e mostras culturais. Em Minas Gerais, Juiz de Fora terá debates, exposições e seminários a partir do dia 3. No Rio de Janeiro, Macaé recebe o Recital Preto, em homenagem a Clara Nunes, no dia 5. Já em São Paulo, a cidade de Araras realiza a abertura de sua programação no dia 3, na Casa Afro Brasil, com atividades culturais e debates sobre a história da população negra.

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