Música

Hoje, Jimi Hendrix completaria 83 anos

Referência máxima do rock, o artista revolucionou a música com sua genialidade.
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Vinícius

Redator

Nacional

Jimi Hendrix, o maior guitarrista do mundo, completaria 83 anos hoje. Nascido em 27 de novembro de 1942, em Seattle, ele cresceu em meio a dificuldades familiares, encontrando na música uma forma de expressão e sobrevivência.
Ainda muito jovem, tocou em bares, acompanhou artistas de R&B e chegou a servir no Exército antes de se dedicar completamente à guitarra, instrumento que transformaria para sempre. Sua ida para Londres, após ser descoberto por Chas Chandler, marcou o início de uma ascensão meteórica que o colocaria entre os grandes nomes da história do rock.

Com o “The Jimi Hendrix Experience”, ele revolucionou o cenário musical a partir de meados dos anos 1960. O álbum de estreia “Are You Experienced” apresentou ao mundo clássicos como “Purple Haze”, “Hey Joe” e “The Wind Cries Mary”, consolidando Hendrix como um fenômeno. Seu estilo ousado, que incluía tocar com os dentes, por trás da cabeça e criar solos incendiários, o transformou em ícone instantâneo. Em pouco tempo, Hendrix dominou festivais com apresentações históricas, como a sua versão do hino americano em Woodstock.
A influência de Hendrix para o rock é incalculável. Ele redefiniu o papel da guitarra elétrica ao explorar distorção, wah-wah, pedais de efeitos e microfonia de forma artística, elevando o instrumento a um novo patamar de expressão. Seu som unia blues, soul, psicodelia e improvisação, expandindo as fronteiras do gênero e inspirando gerações posteriores de guitarristas e bandas.

Além de seu talento descomunal, Hendrix se tornou símbolo de representatividade em um período em que o rock mainstream era ainda mais branco do que hoje. Como homem negro alcançando o topo do gênero, ele rompeu barreiras raciais, desafiou expectativas e abriu portas para artistas que vieram depois. Mesmo tendo uma morte precoce, seu impacto global e sua presença magnética mostraram ao mundo que o rock também era um espaço de protagonismo negro.

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