Filha de Nat King Cole, Natalie passou grande parte da carreira lidando com comparações inevitáveis, ainda assim, fez questão de afirmar sua própria identidade, tanto no repertório quanto nas escolhas estéticas. Em entrevistas, destacou diversas vezes a necessidade de ser reconhecida pelo que construía sozinha, não como extensão do legado do pai. Essa postura aparece em álbuns que transitam entre soul, jazz e pop, e do sucesso do projeto “Unforgettable… with Love”. Nos anos seguintes, ela ainda se reinventou ao gravar em espanhol e revisitar clássicos, mostrando que estava sempre pronta para quebrar expectativas e experimentar.
Tinashe surge em outro contexto, marcado pela cultura digital, pelas redes sociais e por um mercado cada vez mais fragmentado. Desde o início, optou por não se prender a um único rótulo. Em entrevistas à imprensa internacional, afirmou buscar “abolir a ideia de gênero musical”, defendendo uma obra que misture R&B, pop, eletrônica e elementos alternativos. Essa postura fica evidente em trabalhos como “Aquarius” e “Songs for You”, lançados com forte controle criativo, o segundo especialmente após sua saída da RCA Records.