“Quando eu era jovem, as TVs eram muito diferentes. A que tínhamos em casa, se parecia como uma caixa grande, cheia de tubos, que eram como lâmpadas. E quando os tubos explodiram, a TV não funcionou mais! Mas meu pai abriu a caixa para manutenção e eu pude ver aquelas peças e pensei: Como a integração desses dispositivos pode resultar em uma imagem na tela? Nunca perguntei ao meu pai, mas fiquei curiosa sobre isso desde então”, lembrou Valerie Thomas, em entrevista à revista digital Oprah Daily. Essa inquietação a acompanhou durante os estudos.
Em 1964, Valerie entrou para a NASA como analista de dados e passou a atuar em projetos estratégicos. Trabalhou no desenvolvimento de sistemas para os satélites Orbiting Geophysical Observatory, participou da criação do programa Landsat, responsável pelas primeiras imagens multiespectrais da Terra, e liderou equipes no projeto LACIE, voltado à previsão da produção agrícola mundial. Em 1976, ao observar uma ilusão óptica baseada em espelhos côncavos, iniciou os estudos que resultariam no Illusion Transmitter. Patenteada em 1980, a tecnologia permitia transmitir imagens tridimensionais em tempo real, antecipando o uso do 3D.