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“PRAZER, ZEZÉ!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita a trajetória de uma das maiores artistas do Brasil

O musical entra em cartaz dia 20 de março e percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural.
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Vinícius

Redator

Nacional

Zezé Motta é uma das referências centrais da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, tornou-se uma artista que abriu caminhos e ampliou possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Essa trajetória inspira “Prazer, Zezé! O Musical”, produção da Gávea Filmes que estreia em 20 de março no Teatro Raul Cortez, no Sesc 14 Bis, em São Paulo, com sessões de quinta a domingo até 21 de abril de 2026.

A própria Zezé celebra a homenagem: “Olhar para trás e ver minha história no palco é uma emoção difícil de explicar. Estou com 81 anos, viva, trabalhando, e assistir a essa trajetória ganhar voz e corpo é um presente. Cada passo foi conquista, resistência e amor pela arte”.

Com direção artística de Débora Dubois e dramaturgia de Toni Brandão, o espetáculo percorre seis décadas de carreira. Da juventude em Campos dos Goytacazes ao Teatro Tablado; do impacto de Roda Viva, dirigido por Zé Celso, à projeção nacional com Xica da Silva, de Cacá Diegues. A narrativa não é linear: articula episódios, embates e conquistas que revelam a construção de uma artista que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.

O elenco reúne 11 intérpretes e uma banda de oito músicos. Larissa Noel interpreta Zezé em diferentes fases da vida. “Conseguir traduzir tamanha grandeza é um desafio delicioso”, afirma a atriz. A montagem também traz personagens marcantes da trajetória da artista, como Antônio Pitanga, Luiz Melodia, Augusto Boal, Zé Celso, Marieta Severo e Marília Pera.
A trilha inclui canções associadas à carreira de Zezé, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. Com direção musical de Cláudia Elizeu, o espetáculo mistura teatro e música ao vivo para revisitar a história de uma artista que transformou presença em linguagem e resistência em arte.

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