Antes de se tornar um dos nomes mais importantes do R&B contemporâneo, Frank Ocean começou escrevendo músicas para outros artistas e ganhou projeção dentro do coletivo Odd Future. Em 2011, lançou a mixtape “Nostalgia, Ultra”, e no ano seguinte “Channel Orange”, seu primeiro álbum pela Def Jam. O projeto foi aclamado pela crítica, rendeu a Frank seu primeiro Grammy e consolidou sua capacidade de misturar R&B, soul, hip-hop e pop em narrativas profundamente pessoais.
Quatro anos depois, “Blonde” apresentava um Frank diferente. Aos 28 anos, o artista parecia mais interessado em explorar memória, solidão, relacionamentos, identidade, amadurecimento e a passagem do tempo. O disco aposta em uma sonoridade minimalista, com guitarras, sintetizadores e longos espaços de silêncio dando protagonismo à sua voz. O disco pode ser percebido em duas metades, com a primeira mais ligada às relações e lembranças e a segunda mergulhando ainda mais em introspecção e existencialismo.
Entre os destaques do disco, Frank apresentou “Pink + White”, produzida com Pharrell Williams, o maior hit do projeto, que guarda uma participação de Beyoncé nos vocais de apoio. Já “Ivy” e “Nights” se tornaram algumas das músicas mais populares de sua carreira.