Bolt começou a chamar atenção ainda adolescente, mas foi nos Jogos de Pequim, em 2008, que se transformou em fenômeno mundial. Aos 22 anos, venceu os 100 m e 200 m com recordes mundiais e ainda ajudou a Jamaica a vencer o 4×100 m. No ano seguinte, em Berlim, protagonizou uma das maiores corridas da história: marcou 9s58 nos 100 m, baixando em 11 centésimos o próprio recorde, e dias depois correu os 200 m em 19s19. Para dimensionar o absurdo, o segundo melhor tempo da história dos 100 m é 9s69.
O domínio também aparece quando comparado a outras lendas. Carl Lewis conquistou nove ouros olímpicos no atletismo, enquanto Michael Johnson somou quatro e oito títulos mundiais. Bolt, porém, foi o único homem a vencer os 100 m e 200 m em três Olimpíadas consecutivas. E o próprio Johnson, antigo recordista dos 200 m, declarou que o jamaicano era “o maior velocista de todos os tempos”. Em Londres, Rio e Pequim, Bolt transformou vitórias em espetáculo e ajudou a levar o atletismo a um público que talvez nunca tivesse parado para assistir a uma prova de dez segundos.