Música

Vírus Carinhoso lança “Karkará”, álbum sobre ancestralidade e paternidade

Artista baiano reúne 12 faixas que transitam por afrobeat, pagodão, ijexá, samba-reggae e rap para abordar território, identidade, família e transformação.
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Vinícius

Redator

Nacional

O artista baiano Vírus Carinhoso apresenta o álbum “Karkará”, projeto autoral de 12 faixas lançado pela Natura Musical que reúne reflexões sobre ancestralidade, território, paternidade, luto, fé e transformação. Criado no Subúrbio Ferroviário de Salvador, o artista articula no disco referências como afrobeats, pagodão baiano, ijexá, samba-reggae e rap a uma pesquisa sobre os adinkras, símbolos de origem Akan associados a diferentes conceitos e valores.
O álbum conta com participações de Urias, Sued Nunes, Vandal, Chibatinha, Celo Dut, Aguidavi do Jêje e Novíssimo Edgar. Entre as faixas, “Quando o Negro Voa” aborda a mortalidade de jovens negros e o desejo de liberdade, enquanto “Pixo-Corpo-Grafia” parte das experiências de Vírus na rua e da pichação como forma de registro e memória do espaço urbano. Já “Aya”, com Urias, fala sobre aquilo que não se encaixa nos padrões definidos pela sociedade.
A paternidade e a ancestralidade aparecem em diferentes momentos do projeto. Em “Sunsum”, com Sued Nunes, Vírus ressignifica sua experiência de paternidade enquanto filho e relaciona a faixa à sua devoção a Xangô. Em “Carta aos Ancestrais”, primeiro single do álbum, o artista fala como pai e dedica versos ao filho, Joia, aos ancestrais que partiram e aos que ainda nascerão.

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