Como é para você viver seu primeiro protagonista em uma novela?
R: É um momento de muito amadurecimento para mim. O caminho até aqui foi um grande laboratório: cada teste, cada “não”, cada aula de teatro foi adicionando uma camada à minha formação. Protagonizar uma novela agora é a oportunidade de colocar todo esse repertório de vida a serviço dessa história tão importante que queremos contar. Claro que é uma responsabilidade grande, mas é o lugar que eu sonhei e que me preparei muito para ocupar.
Qual a importância deste novo projeto e qual impacto você acha que uma novela como “A Nobreza do Amor” pode causar nas novas gerações em termos de representatividade?
R: Quando uma história coloca personagens pretos no centro de uma narrativa de nobreza, sensibilidade, poder e afeto, ela amplia o imaginário de quem está assistindo. Para um jovem negro, principalmente de periferia, isso pode ser muito potente. Eu cresci sem ver muitos rostos parecidos com o meu ocupando certos lugares na televisão. Então participar de uma obra que apresenta outras possibilidades de sonho é algo muito significativo. A representatividade não é só sobre estar na tela, mas também sobre o tipo de história que a gente tem a chance de contar agora.
Quais são as suas referências na televisão? Você teve algum modelo de galã?
R: Eu admiro muitos atores da televisão brasileira que conseguiram construir carreiras longas e muito diversas. O Lázaro Ramos sempre foi uma grande referência para mim pela forma como transita entre gêneros e linguagens. E tem muitos outros atores que começaram sendo vistos como galãs e depois se mostraram grandes intérpretes da nossa teledramaturgia. Esses são os artistas que mais me inspiram.