Cinema

10 Filmes Nacionais com protagonismo negro que estreiam em 2026

Do drama ao suspense, do romance ao terror, histórias diversas que refletem a pluralidade do cinema brasileiro em 2026.
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Vinícius

Redator

Nacional

2026 promete ser muito movimentado para o cinema nacional, selecionamos 10 projetos com protagonismo negro que estão previstos para estrear esse ano.

Narciso

O longa “Narciso”, dirigido por Jeferson De, chega aos cinemas em 19 de março como uma releitura sensível do mito grego, trazendo um garoto negro em busca de identidade e pertencimento no Brasil contemporâneo. A trama mistura realidade e fantasia para discutir adoção, família e o que realmente significa pertencer a um lugar.

Cinco Tipos de Medo

Com Bella Campos e Xamã, o filme mergulha em um suspense marcado por paixões, crime e dilemas morais na periferia. A história acompanha Murilo, que após sobreviver a uma UTI se envolve com a enfermeira comprometida com um traficante cuja prisão desencadeia uma disputa que envolve a polícia e a comunidade. A estreia está marcada para 23 de abril.

Feito Pipa

Em “Feito Pipa”, Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha ser jogador de futebol, vive às margens de uma barragem no interior do Ceará ao lado da avó Dilma. Quando os primeiros sinais de Alzheimer começam a surgir, ele tenta esconder a doença com medo de ser obrigado a morar com o pai, com quem mantém uma relação difícil. O longa já estreou em festivais, mas ainda não tem data oficial para chegar aos cinemas.

Quarto de Despejo

“Quarto de Despejo” leva ao cinema o diário que transformou Carolina Maria de Jesus em um dos maiores nomes da literatura brasileira do século 20. Baseado na obra publicada em 1960 e protagonizado por Maria Gal, o longa mostra como aquelas anotações pessoais romperam fronteiras e alcançaram leitores em dezenas de países.

Se Eu Fosse Vivo...Vivia

O filme percorre cinco décadas da história de Gilberto e Jacira, que se conhecem nos anos 1970 e constroem uma vida juntos. Interpretados por Norberto Novais Oliveira e Conceição Evaristo, os dois atravessam o tempo mantendo uma relação firme, moldada pela rotina e pelo companheirismo. A estabilidade do casal é abalada quando Jacira é internada, rompendo a normalidade construída ao longo dos anos.

Yellow Cake

Ambientado em Picuí, no sertão da Paraíba, o filme acompanha um experimento científico que promete eliminar o Aedes aegypti, transmissor da dengue, por meio de um projeto chamado Yellow Cake. A iniciativa reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros que utilizam urânio extraído da região para tentar esterilizar o mosquito e conter a doença. Quando o teste sai do controle, eventos inesperados colocam a população em risco e expõem as falhas do plano.

Vicentina Pede Desculpas

Produzido pela Filmes de Plástico, o longa acompanha Vicentina, uma mulher de 75 anos que enfrenta a morte do filho após ele cair com um ônibus de um viaduto, provocando uma tragédia. Interpretada por Rejane Faria, a personagem precisa lidar também com as suspeitas de que o acidente possa ter sido um ato intencional.

Doutor Monstro

Inspirado no julgamento do cirurgião Farah Jorge Farah, “Doutor Monstro” monstra a promotora Cláudia Ferreira em sua tentativa de condenar um médico que confessou ter matado uma paciente. Vivida por Taís Araújo, a personagem enfrenta a estratégia da defesa, que sustenta a tese de legítima defesa mesmo diante da brutalidade do crime.

Geni e o Zepelim

Baseado na canção de Chico Buarque, o filme acompanha Geni, vivida por Ayla Gabriela, uma travesti que se prostitui em uma comunidade ribeirinha no coração da Amazônia. Entre afeto dos marginalizados e o preconceito dos moradores, ela vive à margem até a chegada de um comandante autoritário, interpretado por Seu Jorge. Diante da ameaça, Geni percebe que pode transformar a própria vulnerabilidade em estratégia para alterar o destino da cidade.

Solina

“Solina” nos apresenta Flor, jovem vivida por Duda Santos, que mora em uma comunidade isolada formada por remanescentes de escravizados. Ligada às tradições ancestrais e ao uso de ervas medicinais, ela questiona as regras do vilarejo após a morte de seu líder. Em meio ao colapso da comunidade, Flor assume o papel de protagonista de sua própria transformação.

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