Cultura

Confira os enredos das escolas de samba do Grupo Especial

Entre homenagens a ícones e narrativas de resistência, os desfiles prometem emoção na avenida.
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Vinícius

Redator

Nacional

Hoje (15) começam os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, confira os 12 temas dos enredos que elas levarão para a Sapucaí nos próximos três dias de celebração.

Acadêmicos de Niterói

A escola estreante no Grupo Especial abre os desfiles com o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, narrando a trajetória de vida e luta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como símbolo de resistência e transformação social. A proposta é traduzir esperança e superação em cada ala da Sapucaí.

Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz Leopoldinense apresenta “Camaleônico”, um tributo ao cantor Ney Matogrosso e sua carreira multifacetada. O enredo celebra a versatilidade do artista, que atravessou décadas reinventando estilos e linguagens. Na avenida, a Imperatriz busca traduzir em cores, gestos e música essa fluidez criativa. A narrativa reforça a importância da arte como expressão de liberdade e identidade.

Portela

A Portela mergulha em tradições de matriz africana com “O Mistério do Príncipe do Bará”, enredo que homenageia Custódio Joaquim de Almeida, figura ligada à cultura do Bará. A escola explora o universo espiritual e os ritos ancestrais que moldam parte da identidade brasileira. A festa na avenida é também um pontapé para resgatar saberes antigos em forma de samba.

Estação Primeira de Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira conta a história de “Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra”, um líder cultural e guardião das raízes amazônicas. O enredo valoriza saberes e práticas de resistência ligados à floresta e à cultura negra. Em cada samba, a floresta e seus guardiões ganham ritmo e cor. É uma homenagem à Amazônia, sua gente e seu legado.

Mocidade Independente de Padre Miguel

Com “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”, a Mocidade Independente de Padre Miguel presta tributo à cantora e compositora Rita Lee. O enredo celebra sua trajetória de inovação e irreverência na música brasileira. A Mocidade explora o impacto da “Rainha do Rock” na cultura pop nacional. A celebração é também um resgate do espírito libertário que marcou a artista.

Beija‑Flor de Nilópolis

A Beija-Flor de Nilópolis leva para a Sapucaí “Bembé do Mercado”, que retrata a tradicional festividade religiosa de Santo Amaro. O enredo valoriza expressões de fé, crença e cultura afro-brasileira mantidas há mais de um século. A escola investe numa narrativa rica em rituais, cores e sons ancestrais. A celebração do Bembé é uma imersão na resistência espiritual e cultural.

Unidos do Viradouro

A Unidos do Viradouro homenageia o mestre de bateria com “Pra Cima, Ciça!”, destacando a figura de Moacyr da Silva Pinto, ícone na percussão da escola. O enredo exalta ritmo, paixão e dedicação às tradições do samba. A Viradouro constrói uma narrativa que celebra a bateria como coração pulsante do Carnaval, cada ala traduz batidas, suor e alegria em movimento.

Unidos da Tijuca

Na Unidos da Tijuca, “Carolina Maria de Jesus” é o enredo que presta homenagem à escritora negra e pioneira da literatura periférica brasileira. A escola resgata sua vida entre contrastes sociais e sua voz singular na literatura. A Tijuca transforma letras em cores e símbolos que refletem desafios e conquistas. É um enredo que ecoa memórias de resistência e expressão cultural.

Paraíso do Tuiuti

A Paraíso do Tuiuti celebra a espiritualidade africana com “Lonã Ifá Lukumi”, enredo que mergulha na tradição lucumí, uma vertente da santeria. A escola explora elementos rituais, orixás e conexões entre o sagrado e o cotidiano. O enredo é um convite à reflexão sobre identidade religiosa e ancestralidade. Em sua narrativa, a Paraíso do Tuiuti abraça ritos e saberes que atravessam fronteiras geográficas.

Unidos de Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel apresenta “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, um enredo que revisita raízes africanas e tradições do samba. A escola entrelaça ritmos, crenças e histórias que conectam Brasil e África. A narrativa é um mergulho profundo nas origens culturais da folia e da música.

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