Usuários de países como Nigéria e África do Sul destacaram a forma como a novela constrói sua estética e identidade, reconhecendo elementos que muitas vezes passam despercebidos em produções voltadas ao público brasileiro. Esse movimento online acontece ao mesmo tempo em que a novela entra no radar de emissoras africanas. Nos últimos dias, reportagens da Folha de São Paulo indicaram que a Globo já está negociando a venda da trama para países como Moçambique, Angola e África do Sul. A expectativa é de que os acordos avancem nas próximas semanas.
Parte desse interesse está ligada à proposta inovadora dos autores Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., que constroem a novela como uma fábula afro-brasileira, apoiada em referências culturais e históricas que dialogam diretamente com a diáspora. Esse ponto tem sido frequentemente citado por internautas africanos, que enxergam na obra uma tentativa de aproximação usando uma narrativa que conversa com experiências e memórias comuns.