A guerra na Bahia começou ainda em fevereiro de 1822. A província era etratégica para Portugal, que mantinha forte presença militar em Salvador sob o comando do brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo. Enquanto parte da população defendia a permanência do domínio português, grupos favoráveis à emancipação organizaram resistência no Recôncavo Baiano. Após o 7 de Setembro, o conflito se intensificou, tornando a Bahia um dos principais campos de batalha da independência brasileira.
A campanha reuniu militares e milhares de civis, entre eles negros, indígenas, mulheres e voluntários de diversas regiões. Nomes como Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa, o general francês Pedro Labatut e o almirante Thomas Cochrane tiveram papel decisivo. Entre os principais marcos estão o cerco a Salvador, a Batalha de Piraja, em novembro de 1822, e o bloqueio naval que enfraqueceu as forças portuguesas. Na madrugada de 2 de julho de 1823, os portugueses abandonaram a cidade, permitindo a entrada triunfal do Exército Libertador e consolidando a independência brasileira na Bahia.