Música

Bob Marley, o rei do reggae

Como o cantor levou a Jamaica aos grandes palcos e fez da música um instrumento político.
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Vinícius

Redator

Global

A trajetória de Bob Marley começa em 6 de fevereiro 1945, em Saint Ann, na Jamaica, marcada pela pobreza, pelo racismo e pela ausência do pai. Criado pela mãe, se mudou ainda jovem para o bairro de Trenchtown, em Kingston, onde encontrou na música uma forma de sobrevivência e expressão. Nos anos 1960, formou os Wailers ao lado de Peter Tosh e Bunny Wailer, gravou seus primeiros sucessos no ska e no reggae e passou a unir vivência social, espiritualidade rastafari e reflexão política em suas composições.
A virada internacional veio nos anos 1970, com a parceria com a Island Records e o lançamento de álbuns como “Catch a Fire”, “Exodus” e “Rastaman Vibration”. Bob Marley levou o reggae ao mercado global, incorporando influências do soul, do rock e da música africana, sem perder suas raízes. Suas parcerias, turnês mundiais e regravações por artistas como Eric Clapton consolidaram seu sucesso comercial e sua relevância cultural. Mais do que um músico, Bob Marley foi uma voz política, em meio às tensões da Jamaica, defendeu a paz, a justiça social e a união do povo negro. Em 1976, sobreviveu a um atentado e, mesmo ferido, subiu ao palco.
Diagnosticado com câncer no fim dos anos 1970, recusou a amputação por motivos religiosos e morreu em 1981, aos 36 anos. Bob Marley segue como ídolo máximo do reggae mundialmente e símbolo de inovação musical, seus filhos e netos seguem fazendo sucesso no meio musical, tanto no reggae quanto fora dele, como Damian Marley (filho), Skip Marley (neto) e, mais recentemente, o também neto YG Marley, filho de Lauryn Hill.

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