As contas começaram a surgir oficialmente após a Lei do Ventre Livre, de 1871, que permitiu que pessoas escravizadas acumulassem pecúlio para comprar a própria liberdade. Parte dos depósitos era formada por recursos obtidos em trabalhos extras, venda de alimentos e serviços urbanos. O MPF considera insuficiente o levantamento apresentado pela Caixa até agora e cobra uma investigação mais ampla sobre livros de conta-corrente e outros registros ainda não catalogados. O caso também mobiliza historiadores e entidades do movimento negro, que defendem o reconhecimento da responsabilidade institucional e a preservação da memória documental do período escravocrata brasileiro.