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Converse pede desculpas por anúncio publicitário associado a organização supremacista

Peça da campanha do Chuck 70 X gerou críticas nas redes sociais após internautas apontarem possíveis referências visuais à Ku Klux Klan.
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Vinícius

Redator

Global

A Converse retirou de seus canais uma peça publicitária da campanha global do Chuck 70 X e pediu desculpas após a imagem provocar uma onda de críticas nas redes sociais. Estrelada por Karina, integrante do grupo de K-pop aespa, a fotografia mostra a cantora usando uma saia branca e segurando dois pares de tênis. A iluminação e a composição da cena, no entanto, fizeram com que parte do público associasse a imagem ao capuz pontiagudo usado pela Ku Klux Klan (KKK), organização supremacista branca com histórico de violência racial nos Estados Unidos.
Além da possível referência ao símbolo da KKK, internautas interpretaram a posição dos tênis nas mãos de Karina como uma alusão a pés de uma pessoa vítima de enforcamento, prática muito realizada pelo grupo supremacista. A repercussão levou usuários a questionarem o processo de criação e aprovação da campanha e, em alguns casos, a defenderem um boicote à marca. Uma segunda publicidade da Converse, produzida em parceria com a marca dinamarquesa Palmes, também passou a ser associada nas redes a imagens de violência racial por mostrar calçados pendurados em uma árvore.
Em comunicado publicado na última sexta-feira (19), a Converse reconheceu o impacto da peça e afirmou: “Pedimos desculpas. Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos”. A empresa informou ainda que removeu a publicidade de seus canais e está trabalhando para retirá-la de outros locais onde havia sido publicada. A Converse não explicou publicamente como a imagem passou pelo processo interno de aprovação.

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