Cultura

Exposição em Salvador celebra Omolu e a tradição de cura das religiões de matriz africana

Em cartaz no Museu de Arte da Bahia, mostra reúne fotografias, rituais e saberes ancestrais ligados a Omolu e às tradições de cura de comunidades de terreiro.
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Vinícius

Redator

Nacional

O Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, em Salvador, recebe a exposição “Flores Que Curam”, dedicada a Omolu e aos saberes, rituais e tradições de comunidades de terreiro. Inaugurada na quarta-feira (12), a mostra reúne fotografias de Robson Maciel, Lucas Obá Izo e Cristian Dessa e registros da carreata “Ritual Omolu: Saúde e Esperança de um Povo junto às Casas de Candomblé”. A iniciativa, idealizada pela Associação Mesa de Ogans, surgiu durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19 e busca preservar e apresentar ao público a memória do Sabejé, ritual público de cura associado a Omolu.

Um dos elementos centrais da exposição é o deburu, conhecido popularmente como pipoca, presente nos rituais dedicados a Omolu, também relacionado às tradições de Obaluaê, Nsumbo e Ajunsu. A mostra aborda o alimento dentro de seus significados simbólicos e como parte dos saberes ancestrais ligados à cura, ao acolhimento e à preservação da vida. Com curadoria de Antônio Marcos de Oliveira Passos e coordenação geral de Júnior Aficodé, “Flores Que Curam” permanece em cartaz até 12 de setembro. A visitação acontece de terça a domingo, das 10h às 18h, e a entrada é gratuita.

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