A cerimônia também viu SZA ser reconhecida em categorias de prestígio, firmando seu lugar como uma das artistas mais influentes de sua geração, mesmo em meio a uma competição acirrada. Entre os nomes que se sobressaíram em gêneros específicos, Shaboozey conquistou sua primeira vitória no Grammy pela cena country, abrindo caminho para se tornar uma das maiores referências em um gênero que nasceu negro e foi embranquecido com o passar das décadas, caso parecido com FKA Twigs vencendo o grammy de Melhor Álbum de Dance/Eletrônico com o “EUSEXUA”. A noite também foi marcada por performances memoráveis, incluindo momentos que repercutiram fora da música, como a aparição inusitada de Justin Bieber, que ficou apenas de cueca no palco para performar o single “YUKON”.
Entre os emergentes, Kehlani chamou atenção tanto pelo desempenho musical quanto pelo discurso, reforçando a presença de artistas que usam a premiação como plataforma para posicionamentos sociais, se colocando conta o serviço de imigração norte-americano, o ICE. Outro destaque da noite foi Leon Thomas, responsável por uma das performances mais comentadas, misturando jazz e soul em sua performance de “Mutt”. A vitória de Olivia Dean como Artista Revelação também foi um dos momentos de maior entusiasmo da plateia, anunciando uma nova fase para a música pop internacional.