Música

Há 10 anos, Frank Ocean lançava “Blonde”

Considerado um dos discos mais influentes da última década, álbum marcou a independência do artista após o fim de sua relação com a gravadora.
Picture of Vinícius

Vinícius

Redator

Global

Há 10 anos, Frank Ocean driblava a sua antiga gravadora, a Def Jam, e lançava o disco “Blonde” de forma independente. Considerado um dos discos mais influentes da última década, o “Blonde” nasceu após um longo período de espera, mudanças de planos e conflitos com a gravadora. Para cumprir seu contrato, Frank lançou primeiro “Endless”, em 19 de agosto de 2016, e, no dia seguinte, apresentou “Blonde” por meio de sua própria estrutura, a Boys Don’t Cry.
Antes de se tornar um dos nomes mais importantes do R&B contemporâneo, Frank Ocean começou escrevendo músicas para outros artistas e ganhou projeção dentro do coletivo Odd Future. Em 2011, lançou a mixtape “Nostalgia, Ultra”, e no ano seguinte “Channel Orange”, seu primeiro álbum pela Def Jam. O projeto foi aclamado pela crítica, rendeu a Frank seu primeiro Grammy e consolidou sua capacidade de misturar R&B, soul, hip-hop e pop em narrativas profundamente pessoais.

Quatro anos depois, “Blonde” apresentava um Frank diferente. Aos 28 anos, o artista parecia mais interessado em explorar memória, solidão, relacionamentos, identidade, amadurecimento e a passagem do tempo. O disco aposta em uma sonoridade minimalista, com guitarras, sintetizadores e longos espaços de silêncio dando protagonismo à sua voz. O disco pode ser percebido em duas metades, com a primeira mais ligada às relações e lembranças e a segunda mergulhando ainda mais em introspecção e existencialismo.

Entre os destaques do disco, Frank apresentou “Pink + White”, produzida com Pharrell Williams, o maior hit do projeto, que guarda uma participação de Beyoncé nos vocais de apoio. Já “Ivy” e “Nights” se tornaram algumas das músicas mais populares de sua carreira.
Após dez anos, “Blonde” continua soando atual também por causa do silêncio que veio depois. Frank Ocean não lançou outro álbum de estúdio desde então. Entre singles, aparições pontuais e longos períodos longe dos holofotes, seus fãs seguem esperando por um novo projeto. E talvez seja justamente essa ausência que faça “Blonde” permanecer tão fresco, pois enquanto o público espera por algo novo, continua voltando ao mesmo disco e encontrando algo diferente a cada vez.

Buscar