Desde sua estreia, “Pose” foi considerada um marco da representatividade na televisão. A produção reuniu o maior elenco de atores transgêneros em papéis regulares já visto em uma série roteirizada até então, além de contar com roteiristas, produtoras e diretoras trans nos bastidores, como Janet Mock e Our Lady J. O elenco liderado por Michaela Jaé Rodriguez, Dominique Jackson, Indya Moore, Angelica Ross e Billy Porter ajudou a colocar no centro da narrativa personagens historicamente invisibilizados pela indústria audiovisual.
O impacto cultural da série ultrapassou a audiência. Pesquisadores, críticos e veículos especializados apontaram “Pose” como uma obra que resgatou a memória da comunidade ballroom e apresentou ao grande público a contribuição de pessoas trans, negras e latinas para a cultura pop contemporânea. A produção também foi elogiada por abordar temas como racismo, transfobia, pobreza e HIV/AIDS sem abrir mão de celebrar afeto e pertencimento.
Embora exibida por um canal de nicho, a estreia registrou cerca de 688 mil espectadores na transmissão original nos Estados Unidos, alcançando mais de 1,1 milhão após a contabilização de audiência ampliada. Nas premiações, “Pose” acumulou reconhecimento internacional. A série venceu o Peabody Award, o GLAAD Media Award e entrou para a lista dos melhores programas de TV do ano do American Film Institute. Já Billy Porter fez história se tornando o primeiro homem negro assumidamente gay a vencer o Primetime Emmy Award na categoria de drama.