Ambas são vistas como figuras de força, proteção e resistência, especialmente diante de adversidades. Essa semelhança simbólica facilitou a correlação de suas imagens no contexto religioso brasileiro, resultando na associação entre Iansã e Santa Bárbara, a católica e a orixá passam a compartilhar atributos (Controle sobre tempestades, poder de defesa e conexão com elementos da natureza), embora suas origens, narrativas e espiritualidades sejam distintas.
O sincretismo, no caso de religiões de matrizes africanas, cumpre um papel essencial de permitir preservar práticas ancestrais mesmo diante de imposições históricas à fé africana. A festa de hoje no Pelourinho, em Salvador, é um exemplo vivo disso, católicos e candomblecistas celebram juntos, tingindo as ruas de vermelho e branco, com missa, procissão, samba, caruru e oferendas, um rito em que Santa Bárbara e Iansã são reverenciadas lado a lado.