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Kanye West admite erros, pede perdão e diz que perdeu o controle durante crise de saúde mental

Em carta publicada no Wall Street Journal, o rapper assume responsabilidade por declarações antissemitas, relata crises de saúde mental e promete buscar recuperação.
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Vinícius

Redator

Nacional

Kanye West usou um anúncio de página inteira no Wall Street Journal para emitir uma das desculpas públicas mais detalhadas de sua carreira, envolvendo suas declarações e comportamentos antissemitas dos últimos anos. No texto, publicado nesta segunda-feira (26), ele atribui parte de suas atitudes problemáticas a uma lesão cerebral frontal não diagnosticada após um acidente de carro em 2002, que mais tarde, segundo ele, contribuiu para um transtorno bipolar tipo 1 intensificado por um episódio maníaco de quatro meses em 2025 que “destruiu minha vida”.


A carta, intitulada “To Those I’ve Hurt” (Para aqueles que eu feri), enfatiza que suas ações ofensivas não refletem valores de ódio ou ideologia antissemita e que ele não é um nazista ou antissemita, apesar de reconhecer que se posicionou em direção a símbolos extremamente danosos, como a suástica, e chegou a vender mercadorias com eles durante seu período mais conturbado. Em suas próprias palavras: “Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que eu mais amo, tratei da pior forma. Vocês suportaram medo, confusão, humilhação e o esgotamento de tentar lidar com alguém que, às vezes, era irreconhecível. Olhando para trás, eu me afastei do meu verdadeiro eu.”

Além de pedir desculpas à comunidade judaica, Ye também se dirigiu à comunidade negra, dizendo que é sua base, e refletiu sobre como a falta de tratamento e o negacionismo durante seus episódios maníacos o afastaram da realidade e de pessoas que o apoiaram ao longo da carreira. O anúncio vem depois de anos de polêmicas, que incluíram remoção de parcerias comerciais e banimentos de plataformas por postagens antissemitas, e marca uma tentativa pública de reformular sua imagem enquanto ele afirma focar em terapia, medicação e “arte significativa” como caminhos de recuperação.

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