A decisão de continuar representando seu país não foi fácil e envolveu discussões profundas com sua família e com o presidente da Federação Francesa de Futebol, Noël Le Graët. Mbappé sentiu que a federação não o protegeu adequadamente dos ataques racistas que invadiram suas redes sociais e as arquibancadas. Naquele momento, o jogador sentiu que sua presença era vista como um “problema” para o elenco e para a torcida.
Em um dos trechos mais impactantes da entrevista, Mbappé explicou o que o fez mudar de ideia e decidir permanecer com os “Les Bleus”. Ele afirmou: “Eu disse: ‘Não posso jogar para pessoas que pensam que sou um macaco. Não vou jogar’. Mas depois, tomei um tempo para refletir com as pessoas que jogam comigo e me apoiam, e achei que não seria uma boa mensagem desistir. Porque eu acho que sou um exemplo para todos.”
O atacante destacou que sua permanência foi um ato de resistência e um compromisso com as novas gerações de franceses. Para ele, sair da seleção naquele contexto significaria dar vitória aos racistas. Ele sentiu que precisava mostrar ao mundo que, apesar de ser um dos principais alvos de ódio, ele ainda era um orgulhoso cidadão francês e um pilar fundamental da equipe nacional.