A resolução contou com o protagonismo decisivo de Gana, que liderou a articulação entre as nações africanas e a diáspora. Apesar do amplo apoio de 123 países, a votação expôs resistências significativas. Apenas três nações votaram contra: Estados Unidos, Israel e Argentina. Além disso, 52 países optaram pela abstenção, incluindo antigas potências coloniais como Reino Unido, Portugal e Espanha.
Os opositores e abstencionistas demonstraram preocupação com as implicações jurídicas retroativas e o potencial para processos de reparação financeira em escala global, enquanto defensores da medida criticaram a postura desses blocos como uma recusa em assumir responsabilidades históricas. Segundo o Secretariado-Geral da ONU, a decisão de hoje fundamenta-se nas diretrizes da Conferência de Durban e obriga os Estados membros a implementarem medidas concretas de reparação.