Cultura

Oxum, a orixá das águas doces, é celebrada em 12 de outubro

Representante do amor, da fertilidade e da prosperidade, no Brasil, Oxum é muito associada a Nossa Senhora Aparecida.
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Vinícius

Redator

Nacional

Na mitologia Iorubá, Iemanjá e Orunmilá tiveram uma filha, a Senhora das Águas Doces, a grande mãe do amor e da fertilidade.

Oxum é uma das principais orixás das religiões de matriz africana, associada aos rios, cachoeiras, à beleza, à prosperidade e à gestação. Representada pelo ouro e pela cor amarela, ela simboliza a delicadeza, mas também a força e a sabedoria feminina.
Oxum também é conhecida pela diplomacia e sua capacidade de transformar situações difíceis. Em um dos itãs, histórias sagradas da tradição iorubá, ela é responsável por convencer Ogum a retornar à comunidade depois que ele se afasta para viver na mata, deixando a população sem ferramentas e sem meios para trabalhar. Enquanto outros orixás fracassam ao tentar convencê-lo, Oxum usa sua dança, beleza e sabedoria para trazê-lo de volta.
No Brasil, Oxum é celebrada em 12 de outubro e 8 de dezembro, datas relacionadas ao sincretismo religioso com Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Conceição, respectivamente. Essa associação ganhou força durante a escravidão, quando africanos escravizados encontraram maneiras de preservar suas crenças diante da repressão religiosa.
O dia 12 de outubro coincide com a celebração da padroeira do Brasil e é reconhecido como Dia de Oxum em diferentes casas de Umbanda e tradições afro-brasileiras. Já 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, também é uma data importante para homenageá-la. Os festejos incluem cânticos, danças, toques de atabaques, orações e oferendas, que podem envolver flores amarelas, mel e alimentos tradicionais, conforme os fundamentos de cada comunidade.

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