O texto retoma episódios históricos como a bula Dum Diversas, assinada em 1452 pelo papa Nicolau V, que autorizava o rei de Portugal a capturar e escravizar povos africanos não cristãos. Três anos depois, outra bula reforçou esse entendimento, usado posteriormente como base para a expansão colonial europeia. Embora papas anteriores tenham pedido desculpas pela participação de cristãos no tráfico transatlântico, especialistas apontam que esta é a primeira vez que um líder da Igreja reconhece diretamente a responsabilidade institucional do Vaticano na legitimação da escravidão.