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Promotoria diz que ex-líder de gangue planejou morte de Tupac Shakur por vingança

Duane “Keffe D” Davis é acusado de arquitetar o ataque ao rapper após uma briga envolvendo integrantes de gangues rivais.
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Vinícius

Redator

Global

Quase 30 anos depois da morte de Tupac Shakur, o assassinato do rapper voltou a ser analisado por um júri em Las Vegas. O julgamento de Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, começou ontem (17), e a promotoria afirma que o ex-líder da gangue South Side Compton Crips arquitetou o ataque como vingança após uma briga envolvendo seu sobrinho, Orlando Anderson, e integrantes da comitiva de Tupac. Segundo a acusação, Davis não efetuou os disparos, mas teria comandado a ação e fornecido a arma usada no crime.
De acordo com os promotores, Davis estava em um Cadillac branco quando o grupo localizou o carro em que Tupac e Marion “Suge” Knight estavam, após a luta de Mike Tyson em setembro de 1996. A acusação sustenta que ele entregou a arma a Anderson, apontado como o responsável pelos tiros. Tupac foi atingido quatro vezes em 7 de setembro e morreu seis dias depois, aos 25 anos. Davis se declarou inocente e é o único homem acusado pelo assassinato.
As próprias declarações de Davis ao longo dos anos estão entre as principais evidências apresentadas pela promotoria. Ele descreveu sua participação em entrevistas e no livro de memórias “Compton Street Legend”, publicado em 2019. A defesa, porém, afirma que os relatos foram exagerados ou inventados e questiona a qualidade da investigação realizada décadas atrás, citando falhas nas provas e mudanças nos depoimentos. O julgamento pode finalmente estabelecer um desfecho judicial para um dos crimes mais conhecidos da história do hip-hop.

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