Moda

Saiba quais são os três locais brasileiros reconhecidos pela UNESCO pela ligação com a resistência negra

Picture of Vinícius

Vinícius

Redator

Nacional

A UNESCO incluiu três espaços brasileiros na Rede de Lugares de História e Memória relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas.

Anunciado no último dia 23, o reconhecimento contempla o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, a Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, e a Serra da Barriga, em União dos Palmares, Alagoas. Com as novas adesões, o Brasil passa a contar com seis representantes na iniciativa internacional, criada em 2024 para preservar locais históricos associados à escravidão e às experiências de resistência da população negra.
O Cais do Valongo, localizado no Rio de Janeiro, foi um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas. O local recebeu milhares de pessoas trazidas à força do continente africano e se tornou um símbolo da história do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. Em 2017, foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

A Sociedade Protetora dos Desvalidos, fundada em 1832, em Salvador, na Bahia, representa a organização coletiva e as redes de solidariedade construídas pela população negra no Brasil. Criada por um grupo de dezenove homens negros, a instituição atuou na assistência mútua e na defesa de direitos em uma sociedade marcada pela escravidão e pelo racismo. Sua trajetória destaca o protagonismo negro na luta por melhores condições de vida e autonomia.
A Serra da Barriga, localizada em União dos Palmares, Alagoas, abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares e está diretamente ligada à história do Quilombo dos Palmares, uma das maiores experiências de resistência à escravidão no Brasil. O território foi ocupado por pessoas negras que fugiam do cativeiro e construíram comunidades autônomas. Sua memória está associada à luta pela liberdade e à preservação da história e da cultura afro-brasileiras.

Buscar