Cultura

Lázaro e Wagner em 6 projetos

Amizade que começou há 30 anos resultou em grandes clássicos no cinema, teatro e TV.
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Vinícius

Redator

Nacional

A amizade entre Lázaro Ramos e Wagner Moura nasceu nos palcos de Salvador, ainda no início da carreira dos dois. No fim dos anos 1990, Wagner assistiu a uma apresentação de Lázaro no teatro e ficou tão impressionado com a atuação que decidiu se aproximar após o espetáculo. Dali surgiu uma amizade que atravessaria quase três décadas e se consolidaria também na arte. Pouco depois, os dois passaram a dividir projetos importantes no início da cena audiovisual dos anos 2000, participando de produções como “Carandiru”, “Cidade Baixa” e “Ó Paí, Ó”, enquanto construíam trajetórias que logo ganhariam projeção nacional.
Ao longo dos anos, cada um seguiu caminhos próprios, mas mantendo o vínculo artístico e pessoal. Lázaro, que se tornou um dos nomes mais respeitados da televisão e do cinema brasileiro, transitando entre atuação, direção e apresentação, agora vive um grande momento na carreira, será homenageado no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, vai interpretar um antagonista na próxima novela das seis da TV Globo e também comanda o retorno do programa “Espelho”, que volta com uma nova temporada dedicada a conversas sobre cultura, identidade e sociedade.

Enquanto isso, Wagner Moura segue em um momento mágico na carreira, o ator vive um dos períodos mais celebrados do cinema nacional com “O Agente Secreto”, produção que vem conquistando destaque em festivais e premiações e chegou a entrar na corrida pelo Oscar. Mesmo com agendas e trajetórias que hoje atravessam continentes, os dois mantêm a amizade iniciada na juventude baiana. Lázaro, inclusive, vai acompanhar Wagner durante a cerimônia do Oscar no próximo dia 15, que pode, pela primeira vez, ter um ator brasileiro vencendo a categoria Melhor Ator.

A Máquina (2000)

A peça escrita por João Falcão projetou os dois jovens atores que depois se tornariam grandes nomes do audiovisual brasileiro. Na peça Lázaro Ramos e Wagner Moura interpretavam diferentes fases do personagem Antônio. A história acompanha o amor entre Antônio e Karina em uma pequena cidade nordestina. O sucesso do espetáculo levou a obra para os palcos de todo o país e mais tarde originou uma adaptação para o cinema.

Sexo Frágil (2003)

A série de humor da TV Globo acompanha quatro amigos que discutem relações amorosas e crises da masculinidade contemporânea. Foi o primeiro trabalho de Wagner Moura na TV fora do circuito das novelas, ao lado de Lázaro Ramos, Bruno Garcia e Lúcio Mauro Filho. Cada episódio traz esquetes em que os atores interpretam diferentes personagens e situações envolvendo namoro, casamento e amizade.

Carandiru (2003)

Baseado no livro de Drauzio Varella, “Carandiru” retrata a realidade dos detentos do maior presídio da América Latina antes e durante o massacre de 1992. A narrativa humaniza o sistema carcerário acompanhando histórias cruzadas, como a de Zico (Wagner Moura) e Ezequiel (Lázaro Ramos), revelando um universo de regras próprias e conflitos dentro das celas.

Cidade Baixa (2005)

No drama dirigido por Sérgio Machado, Lázaro Ramos e Wagner Moura dividem o protagonismo ao lado de Alice Braga. Eles interpretam Deco e Naldinho, amigos inseparáveis que vivem de transportar mercadorias em um barco em Salvador, mas a amizade é colocada à prova quando os dois se apaixonam por Karinna, uma jovem stripper. O triângulo amoroso desencadeia conflitos que testam lealdade, desejo e sobrevivência.

Ó Paí, Ó (2007)

Ambientado no Pelourinho durante o Carnaval, o filme acompanha a rotina dos moradores de um cortiço no centro histórico de Salvador. Lázaro Ramos interpreta Roque, um cantor carismático que sonha com sucesso na música. Já Wagner Moura aparece como Boca, personagem envolvido nas confusões do prédio. A trama mistura humor e crítica social para retratar a vida coletiva e os contrastes da cidade.

Saneamento Básico, o Filme (2007)

Os moradores de uma pequena comunidade tentam resolver a falta de saneamento básico, mas ao descobrir que só há verba pública disponível para a produção de um filme, eles decidem rodar um curta de terror para conseguir o dinheiro da obra. Wagner Moura interpreta Joaquim, morador da vila que participa da produção improvisada. Lázaro Ramos aparece como o cinegrafista ambicioso que ajuda a equipe a realizar o projeto.

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